Andando em círculos
Novamente, a cena se repete.
Os motivos são os mesmos, velhos conhecidos.
Apenas mudam os atores e o contexto.
A vida “bate” no mesmo ponto.
Parece que andamos em círculos.
Por que clamamos aos céus e nada se transforma?
Falta fé? Merecimento? Ou sinceridade no pedido?
O que será que Vida quer nos ensinar?

A fonte esquecida
Núcleos resistentes persistem, como um campo minado. Estão ativos, silenciosos, à espera de um tropeço.
Se não bebemos da Fonte, vivemos como pedintes: mendigando afetos, pedindo desculpas, sedentos, sem perceber o oásis que habita dentro de nós.
Por que tanto sacrifício por tão pouco?
Por que aceitar migalhas, se a alma é pura abundância?
A Fonte está próxima, mas a mente faminta não silencia. Sob seu comando, o pêndulo da vida não se estabiliza.
Sê surdo aos apelos do ego – essa já é uma solução.
O externo apenas reflete o interno;
a cura começa quando a consciência desperta
e a alma assume o leme da embarcação.

Não alimente o que deve morrer
Deixar o ego de lado é abrir espaço para a voz silenciosa do coração.
Ela chega como um sussurro, um vislumbre,
um chamado à entrega e à aceitação.
A Sabedoria da Alma é quem deve guiar a vida.
Para isso, precisamos deixar de lado os conflitos, os apegos, os medos, os julgamentos e a competição.
Não alimente aquilo que já não corresponde mais à consciência que se expandiu.
nem semeie o que não deve nascer.
Expulse os fantasmas que a mente cria sobre os outros, e sobre si mesmo.
Volte-se para dentro, em qualquer situação.
Nada é mais poderoso do que reconhecer Aquilo que já Somos.
Só a tentativa de querer reconhecer, já traz, em si, a força e a coragem necessárias para romper as correntes que nos aprisiona.

O respiro da alma
Com humildade e coragem, peça para que a alma se manifeste.
Assim, novos aromas surgem, novas paisagens se revelam e novos ângulos aparecem diante da mesma provação.
Então, um milagre acontece: o dimmer da lâmpada gira devagar, e a luz, ainda que tênue, desfaz a névoa que encobre a Verdade.
A gratidão irrompe e estabiliza tudo.
A alma respira.
As cortinas se abrem.
Uma fenda surge no labirinto mental.
Eis uma chance inusitada de libertação.
Podemos sair, se quisermos.
Às vezes, voltamos ao mesmo tema, mas não necessariamente ao mesmo ponto. O círculo repete; a espiral revisita e transforma. Aquilo que antes nos aprisionava pode reaparecer apenas para ser visto de outro lugar da consciência.
No reencontro com a própria essência,
o resgate da alma.
Retomamos, enfim, o caminho em espiral!
Paz!

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