• Viaja para dentro de ti

    “Faltam-te pés para viajar? Viaja para dentro de ti mesmo e reflete, como a mina de rubis, os raios de sol para fora de ti. A viagem conduzirá a teu ser; transmutará teu pó em ouro puro.”
    (Rumi)

  • Nada Está Oculto

    Quando vemos nos noticiários imagens de astronautas observando o lado oculto da Lua, como na missão Artemis II, é natural pensar em algo distante, inacessível, quase misterioso. Afinal, essa face sempre esteve fora do nosso campo de visão.

    De certa forma, fazemos o mesmo conosco. Vivemos voltados para o mundo externo: trabalho, responsabilidades, desejos e expectativas. Raramente silenciamos e voltamos o olhar para dentro. Com isso, partes importantes de quem realmente somos permanecem no escuro, não porque estejam escondidas, mas porque simplesmente não olhamos para elas.

    Isso pode gerar uma sensação de vazio ou de desconexão, como se algo estivesse faltando. Mas o que acontece quando decidimos olhar para dentro com mais atenção?

    Assim como a Lua não tem um lado escuro permanente, mas apenas um lado que não vemos da Terra, também em nós não há uma escuridão real, mas apenas áreas que ainda não foram iluminadas pela consciência.

    Quando mudamos a forma de olhar, tudo muda.

    A mente, muitas vezes, enxerga a vida de forma limitada, influenciada por padrões, medos e hábitos do inconsciente coletivo. Ela tende a dividir, julgar e criar barreiras. Já um olhar mais consciente amplia a percepção e permite ver conexões onde antes só havia separação.

    É como observar a Terra da cápsula: as fronteiras desaparecem, e o que se vê é um todo integrado.

    Nesse sentido, a verdadeira viagem talvez não seja apenas atravessar o espaço, mas atravessar a nós mesmos, permitindo que aquilo que há de melhor se expresse.

    Ao fazer isso, começamos a acessar qualidades que sempre estiveram ali, naquele solo fértil da consciência: o amor, o perdão, a compaixão e a fraternidade.

    E então percebemos, com simplicidade, algo essencial: nada estava oculto. Apenas não estávamos olhando com consciência.

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