O celebrar da primavera contempla o que habita o coração — a fonte dos elementos que compõem as etapas para sua manifestação. Muitos gostam do que traz a estação, mas poucos têm ideia do que compõe esse cenário de transição.
O florescer não é o fim, mas a expressão de um desenvolvimento, de uma maturação. É a transição para um estado de doação, a chegada da fase altruísta, que de si compartilha. É a entrega para uma grande transformação: a frutificação.
Ocorre com aqueles que se autorreconhecem, cientes dos elementos captados e que, agora, devem ser integrados para vivenciar um novo estágio. É uma transição que requer desapego dos formatos juvenis, que até então se dedicavam apenas à nutrição de si mesmos.

Hoje tudo já é mais claro. Passamos por tantas estações, mas nem sempre percebemos a transformação como resultado. Sem conhecer o que nos habita, como reconhecer o que devemos fazer para, um dia, florescer de fato?
Por isso, celebrar é lembrar-se da nossa parte em cada estação — para que sejamos fator de soma e não apenas observadores distantes dos movimentos naturais, como se deles não tivéssemos participação.
Celebrar para se lembrar é fundamental para que possamos, com a Vida, sincronizar. Ativando o que há de melhor em cada etapa, vivendo a estação com a consciência da energia presente, que não está apenas para ser captada e integrada, mas também por nós sustentada.
Celebrar para se lembrar!
Tempo de flor… e Ser.
Qual essência permeia teu ser?
Por: Shely Pazzini

Envie seus comentários
Instagram
Livros da autora
Cartas Essenciais
